sábado, 25 de setembro de 2010

Boiando na superfície!

Analisando as postagens de 2007, no terceiro semestre do curso, existe a informação, o conhecimento de que as postagens deveriam retratar as minhas aprendizagens nas interdisciplinas aliadas à utilização em sala de aula.
Agora reconheço, a prática aliada à teoria comoalgo no início.
Havia a tentativa de uma junção da teoria à prática. Prova disto é o grande número de postagens associando o que era ensinado nas interdisciplinas e seus assuntos à passeios e projetos.
Mas apenar de haver um discurso de mudança do tadicional para o construtivismo, era algo superficial, sem um embasamento profundo.
Como se realizar um projeto fosse garantir a existência de interdisciplinariedade e não a construção da aprendizagem através da realidade trazido pelo aluno.
Os projetos, nesta época, eram todos elaborados, pensados, montados por mim...à eles só cabia "engolirem garganta abaixo".
Belo construtivismo!
Com o tempo e estudando, experimentando a teoria, passei a ver que havia vontade de mudar, mas faltava um apoderamento maior da teoria para fundamentar e guiar a prática, pois durante a aplicação o que surgisse como dúvida poderia ser sanado. Era como se estivesse boiando na superfície de um rio e deixasse de conhecer as maravilhas que existem em seu fundo.
Lendo as postagens deste terceiro semestre percebo que a arrogância em acreditar ter aprendido tudo, disfarçado sobre pseudo-humildade de contínua mudança...permanecia.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um gatinho ou um leão?

Tenho descoberto o quanto é proveitoso retomar algumas idéias!
Retomar a capacidade da criticidade em relação ao que era incompleto, à falta de humildade em reconhecer-se incapaz e muitas outras retomadas.
Agora mesmo enquanto escrevo penso o quanto de arrogância encontrarei nelas ao voltar daqui há algum tempo.
Não só pelo acúmulo de experiências, mas sim devido à busca pela teoria, busca pelo saber mais, pelo continuar aprendendo e construindo.
Acredito que por trás desta arrogância existe a ignorância, pois como poderia achar(como de fato achei) que somente a afetividade bastava se conhecia pouquíssimo da teoria?
Esconde-se aí, por trás da arrogância em admitir, a ignorância do não conhecer.
Fui relendo minhas postagens e percebi que apesar de em algumas vezes vinculá-las às aprendizagens das interdisciplinas, ainda não reconhecia a necessidade e a importância da teoria como parte da capacidade de construir a aprendizagem. Achava que era como receita de bolo. tudo prontinho desde que eu tivesse felling, como educadora, para com todo amor e carinho conduzí-los pelos caminhos da aprendizagem.
Não estou desdenhando a necessidade do carinho e do amor na aprendizagem,mas sim afirmando que conhecer a teoria nos faz ficarmos mais seguros para conduzirmos o aluno à construção.
Em uma postagem feita no segundo semestre de 2007, deixo evidente que ao ir fazer um relato de experiência não "precisava" de mais nada a não ser o grande afeto que alimentava meu trabalho(no caso de necessidades especiais). Coloco, no maior "ímpeto de humildade" que fiz tudo sendo somente formada no magistério, à nível de ensino médio!!! A arrogância em achar que nasci mestra!!! Sem necessidade de teorias!!!
Por isto volto à afirmar que por trás da arrogância esconde-se uma grande dose de ignorância...de medo de desalojar-se e de conhecer e reconhecer...erros, necessidades, prioridades e buscas.
Como se o gatinho olhasse sua imagem no espelho e enxergasse o leão!!!! Muita arrogância!!!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Repensando o meu processo histórico...

Comecei a reler as escritas do meu blog!
Sim, as primeiras postagens.
Percebi que eram ensaios, tentativas que mesclavam aprendizagens do uso das tecnologias e sensações com relação à toda informação e novos conhecimentos.
O primeiro semestre que cursei foi no início de 2007. Portanto começamos o curso no segundo semestre de quem havia começado em agosto de 2006.
Mesmo sem exercitar a escrita no blog para reflexões sobre aprendizagens aliadas às interdisciplinas, apareceram algumas situações que o que foi aprendido na interdisciplina estava relacionado à prática de sala de aula.
Como na postagem do dia 23 de abril de 2007, que tem o título: "EM AÇÃO" http://carlatruda.blogspot.com/2007/04/em-ao.html onde faço uma relação entre as experiências e aprendizagens da aula de fundamentos da alfabetização com a mudança na maneira de trabalhar. Lembro que em aula ao receber o xerox em árabe, o sentimento de não entender o que estava escrito, causou uma associação imediata sobre como meus alunos sentiam-se ao dar-lhes atividades que não entendiam e não conseguiam fazer.
Percebo que, nas primeiras postagens havia uma afirmação muito forte em torno da pouca necessidade de se ter uma teoria aliada à prática. Havia uma arrogância disfarçada de humildade onde se acreditava que : SÓ O AMOR CONSTRÓI!!! É necessário amar o que e para quem se faz, mas tudo aliado à teoria. Voltar ao "passado" me faz pensar...pensar e pensar!!! Estou refletindo novamente e como tal...crescendo, construindo!!!
Como disse Einstein:"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original".

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Avaliação: não é possível regredir!


Semana passada tivemos o conselho de classe.
Entre discussões (de casos encaminhados), constatações (de crescimentos e falhas), pedidos (sempre querendo mais!) e descobertas (várias!!!), uma certeza ficou: não tem como avaliar um aluno(uma criança) olhando somente o que consegue ou não registrar, suas produções, ou "provas".
Consegui lançar sobre meus alunos um olhar especial e único, um olhar individual.
Este olhar só foi possível graças à observação contínua, pois desde que iniciaram-se as aulas, observei-os e quis conhecê-los individualmente, quais suas realidades, seus conhecimentos prévios, o que lhes dá prazer e como gostam de trabalhar.
Por observá-los individualmente que concluí não poder restringir a avaliação à "medidas estanques", a conteúdos assimilados ou não.
Cada um deles teve seu crescimento. Não se pode estabelecer um nível e igualá-los.
Foi por isto que ao avaliar meu aluno Nathanael, não dei a ele um NA, embora ele não tenha alcançado os objetivos propostos. Como classificá-lo como NA, se o seu crescimento foi algo gigantesco? Talvez ele não esteja alfabetizado, mas como avaliá-lo negativamente depois que passou a escrever seu nome corretamente, quando lá no início escrevia uma mistura de letras e números, acreditando ser seu nome?
Como "crivar" uma criança com NA por que não alcançou os conteúdos estipulados, mas que agora socializa seu material de maneira civilizada, interage com seus colegas, organiza-se claramente com seu material e suas atividades, ajuda aos colegas, não briga, não bate mais durante o recreio e outros momentos de brincadeiras? Não tem como avaliá-lo negativamente!!! Seu progresso é absurdamente grandioso! De acordo com minhas observações, minha vivência som ele, seu crescimento foi de 100%. Seu aproveitamento tmbém!
Este critério foi levado ao Conselho de Classe, para a Supervisão e Orientação Escolar, a qual me foi dado todo apoio e respaldo.
Preocupa-me, contudo, o futuro dele, pois se não se alfabetizar, como reprová-lo frente à tudo que evoluiu? Uma única conclusão: trabalho árduo...muito trabalho árduo e em equipe... até o fim do ano!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A Onda

Assisti, recentemente, ao filme A onda.Trata-se de um filme alemão, que conta a história de um professor de ensino médio que deveria ensinar sobre autocracia para sua turma. Para melhor assimilarem o conceito, aplica com eles o fascismo, o que desencadeia uma reação de admiração, por parte dos jovens, pelo regime.

Óbvio que não vou contar aqui todo filme e seu desfecho, pois acredito que todos deveriam vê-lo. Não por seus prêmios(até porque não so recebeu), nem por sua fotografia, vasto, famoso e conhecido elenco, mas sim por que chamou minha atenção o quanto o professor, enquanto formador de opiniões, exerce uma responsabilidade muito grande ao aplicar um planejamento, proferir uma palavra, um pensamento, ou propor alguma atividade.

Isto levou-me a pensar novamente em PLANEJAMENTO. Se chegarmos na aula sem planejarmos nada, pecamos pela falta...falta de consideração, responsabilidade, de organização, profissionalismo e por aí vai.

Mas ao planejarmos e estabelecermos objetivos, temos que ter claramente traçados onde e porque queremos chegar lá. Temos que saber: O QUE eu quero que meu aluno aprenda? Mas também devemos ter em mente que o aluno gostar, desenvolver e envolver-se na proposta feita, não deve ser motivo de orgulho, de auto-promoção. Deve-se ter sempre em mente o olhar cuidadoso e eprceber o momento certo de encerrar, de encaminhar o projeto para sua fase final.

Concluo esta postagem colocando que este filme, mesmo denso e forte, mostra uma realidade, não tão longínqua, do que é um professor que perde seus limites e seu bom senso.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

CRIAÇÃO,CRIAÇÃO E CRIAÇÃO!

Estamos em processo de criação!
Continuamos a criar nosso livro!
A história já foi feita...de maneira coletiva.
Nomes escolhidos, personagens descritos, história concebida.
Tudo muito simples, como os autores: minhas crianças.
Estamos em plena "ebulição" da aprendizagem. Eles a lerem e escreverem, eu a tornar a aprendizagem mais gostosa, mais lúdica e prazerosa, unindo teoria e prática à criatividade.
Já planejamos o lançamento do livro: faremos um coquetel, convidando os pais, a direção e algumas pessoas "VIPS" (conforme palavras das crianças).
Estamos pensando nos convites que faremos. A organização tem exigido registros constantes e minhas crianças já perceberam que existem vários tipos de textos: livros, bilhetes, convites, listas...tudo tem sido usado para promover e proporcionar alfabetização.
Com certeza a maior aprendizagem de todas tem sido a minha: ter de volta a felicidade e o prazer em ensinar.
Esta foto é do momento de ilustração do livrinho...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fora do ar!!!

Gente!!!Estive literalmente fora do AR!!!!Meu computador quebrou!
Até arrumá-lo (e não posso me queixar, pois ainda bem que quase tudo foi salvo!!!)foi muito tempo sem conexão! Até tentei ir à minha escola realizar os trabalhos e atividades pendentes, mas descobri que o laboratório de informática da minha escola é muito requisitado à tarde. Coisa boa, não?
Fora todo estress causado pela ausência do recém descoberto "filho", senti saudades de poder refletir ou postar minhas reflexões aqui, com toda calma e sossêgo.
As aprendizagens e experiências têm acontecido à vontade. Estamos agora, em meio ao projeto de construção do nosso livro. Uma história criada coletivamente, que está virando uma "obra", com direito à organização de coquetel, convites personalizados, autógrafos e edição encadernada.
Devo registrar o apoio da direção da minha escola que tem dado respaldo às idéias que tenho e proporcionado recursos e maneiras de viabilizar meus projetos. Realmente fica muito mais fácil assim: com apoio.
Ainda estamos desenvolvendo este projeto, mas as crianças estão fascinadas ao sentirem-se e serem autoras, descobrindo assim, outros tipos de portadores de textos.
Mas eu tenho aprendido muito mais do que eles...tenho aprendido que a cada dia as aprendizagens e surpresas são cada vez maiores, cada vez mais significativas e que aquelas crianças são maravilhosas por estarem abertas e receberem todas as propostas com o mesmo maravilhoso brilho nos olhos!!! Acho que quando estou em aula, fico fora do ar!!! Eu e meu computador!!!!