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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Estamos no final!

Final de ano, final de curso, final de semestre, final de trimestre, final, final, final.
Sinto-me, acredito que como todos, extremamente cansada.
Não foi um ano fácil!
Achei que a maturidade trazida pela experiência de vida me prepararia para os momentos finais!
Claro que não penso em morrer! Mas estamos nos encaminhando para um ano decisivo, um ano final!
Não mais as correrias para realização de trabalhos, não mais e-mails desesperados e desesperadores, não mais encontros com os professores! Ah, os professores! Por vezes amados, por vezes xingados. Quanta paciência!!! Dedicação deveria ser os seus sobrenomes!
Pegaram "pedras brutas" e foram lapidando, desgastando ali, polindo aqui. Não viramos diamantes ainda, mas nosso brilho aparece agora!
Fico olhando o computador e imaginando como será viver sem estar logada (não houve erro ortográfico). Como serão as quartas-feiras sem o alvoroço de Alvorada? E como será não ter mais obrigações com works e blogs?
Sinto-me nostálgica agora!
Durante toda graduação filhos e netos chegaram, sofremos perdas irreparáveis, dolorosas, relacionamentos se desfizeram, outros iniciaram, outros se fortaleceram...
Foram muitas horas em companhia do computador, outras tantas lendo e refletindo, fundamentando e evidenciando, assistindo, argumentando, criticando e criando.
FORUNS, ROODA, WORKS, Blogs...linhas do tempo...e o tempo voou!
Cá estamos, finalizando!
Mas não tenho vontade de finalizar! Minha única certeza? Nos veremos em breve...em alguma continuação!!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Freud explica?

"Educar ao lado de governar e psicanalisar é uma profissão impossível." (Sigmund Freud)
Se possível eu continuaria esta frase assim:"...mas os professores conseguem!"
O psiquiatra e psicoterapeuta José Outeiral coloca-nos muito bem uma destas situações:
"... os pais ''terceirizaram" cuidados parentais para as escolas-sobretudo aspectos éticos e morais e educação sexual. E as escolas às vezes assumem este papel ... Na verdade, as famílias estão desorientadas e perplexas, sem saber como agir, e as escolas são, de certa forma o lugar onde elas imaginam encontrar ajuda". (OUTEIRAL, José -XII Seminário de Pedagogia Universitária-Ritter dos Reis).
Passamos à cumprir o papel de educar e com esta aproximação aos deveres familiares não cumpridos, começamos a psicanalisar, a atender os "porquês e achar os "comos".
Fora toda esta situação, ainda esperam de nós o governo! Governar caminhos de aprendizagem, governar casa, família, governar, governar...
E conseguimos! Como? Freud explica!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

NÓS=EU...

Estava escutando, dias atrás, a entrevista de um jogador de futebol "famoso". Confesso que embora já devesse estar acostumada, fiquei impressionada com o que observei.
Durante toda entrevista, o jogador em questão, colocava-se sempre na primeira pessoa do plural (NÓS), ou então referia-se a si como "A GENTE".
Nesta hora, percebi-me estabelecendo uma "curiosa" relação entre professores e jogadores de futebol.
Enquanto muitos de nós trabalham 60 horas para poderem ter seu carro popular (claro que não falo de um carro zero km), ou sobreviverem durante o mês, a "estafante" jornada diária de um jogador de futebol resume-se a, no máximo, 8 horas por dia e rende-lhes, se quiserem, um carro importado de luxo, a cada semana.
Mesmo que um professor trabalhe um ano inteiro, três turnos por dia, não conseguirá alcançar a metade de um salário mensal de um jogador de futebol, mas nós professores, não somos responsáveis pela "alegria do povo".
Vi muita gente chorando por seu time, por jogador que chega ou que vai, por um gol feito ou sofrido, mas confesso que nunca vi pais chorarem pela desatenção com seus filhos, pelo descaso com a escola, por uma aprendizagem ocorrida, nem pela emoção de ver seu filho querer aprender. O que dirá por ver um professor esforçar-se para trabalhar doente, sem material, correndo riscos...
O jogador de futebol quando sente-se ameaçado, contrata seguranças e o seu clube reforça-a para garantir sua integridade. O professor quando é ameaçado, ou perde sua vida ou tem que trocar de escola, de casa ou até de cidade.
Fiquei pensando nisto enquanto olhava a entrevista ir acabando e fiquei pensando o quanto buscamos melhorar, crescer, estudar mais, aperfeiçoarmo-nos.
Sabe qual foi a minha única tristeza ao olhar este panorama? A grande e violenta distorção de valores, onde quem proporciona a "alegria do povo" tem reconhecimento(de todos os tipos) garantido e quem garante a educação para o povo, quase mendiga melhores condições e já desistiu do reconhecimento à muito tempo.
Este é o Brasil das grandes desigualdades sociais, mas principalmente das desigualdades morais...Onde o jogador de futebol, constrói seu ego a ponto de tornar-se plural e os professores sonham com o tempo que não volta mais, onde poderiam ter sido simplesmente jogadores...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Acumular saberes...não mais!

Li em um artigo de Juan Ignacio Pozo que os seres humanos são, possivelmente, os únicos capazes de ensinar. Outros animais aprendem, inclusive se comunicam por meio de linguagem e resolvem problemas, contudo não ensinam os seus, por que segundo afirmação do autor, ensinar "requer ler a mente do outro, saber o que ele não sabe e propor atividades para ajudá-lo a aprender."
Desta maneira, o autor quer dizer que precisamos entender o modo como os alunos aprendem, as dificuldades que têm de enfrentar, como se sentem e a maneira que podemos influenciar em suas relações afetivas e sociais.
É compreendendo como funciona a mente dos alunos que vamos conseguir ajudá-los a aprender, pois afinal, não queremos "empurrar" aprendizagem sobre eles.
Para que isto aconteça, retorno a um ponto já descrito em outras postagens e reforçado nesta: é preciso mudar a mentalidade dos docentes!
Mudando suas concepções sobre o que é aprender e ensinar, repensando os objetivos por disciplinas e concluindo, a maneira de avaliar o conhecimento construído, estaremos construindo novas formas de pensar e conhecer e não apenas acumular saberes!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sujeito ativo da aprendizagem!

Assisti ao DVD "A construção da leitura e da escrita do adulto na perspectiva Freireana" e confesso que fiquei com uma frase, entre outras, gravada na minha mente e dizia mais ou menos assim: "O erro deve ser entendido como o momento do acerto."(Gadotti)
Precisamos encarar esta realidade como algo concreto e partirmos dela para oferecer, para proporcionar o momento de acertar, o momento de construir o conhecimento.
Partir do suposto erro, desestabilizar esta construção e daí acompanhar a elaboração da construção do conhecimento.
Como Piaget nos coloca, a criança apodera-se do conhecimento se "agir" sobre ele, pois aprender é descobrir, inventar, modificar. Portanto o que fica claro para mim, é que o que leva o aluno à aprendizagem, não é o cumprimento de uma série de tarefas, mas a compreensão e vivência de diversas situações de aprendizagem.
Como Maria Fernandes coloca em seu livro: Os segredos da alfabetização- São Paulo: Ed. Cortez, 2008:
"O aprendiz é um sujeito que protagoniza o seu processo de aprendizagem. É alguém que vai produzir, pois irá transformar as informações que recebeu em conhecimento próprio. Essa assimilação não se dá por si mesma e no vazio, mas a partir de situações nas quais ele possa agir sobre as características do objeto, pensar sobre ele, recebendo ajuda, sendo desafiado a refletir, interagindo com outras pessoas."
Precisamos, como educadores e como aprendizes de um novo (pelo menos para mim) modelo de ensino, mudar nossa visão, desacomodar nossas conhecimentos e interagirmos com outras pessoas, trocando experiências.
Assim estaremos sendo sujeito ativo da nossa aprendizagem e permitindo que nossos alunos também o sejam.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Competência versus Mediocridade.

"Competência é a capacidade do sujeito mobilizar recurso (cognitivos) a sua volta visando abordar uma situação complexa."
Inicio esta postagem com a proposta de Philippe Perrenoud, adaptada por Vasco Pedro Moretto, no livro "Prova, um momento privilegiado de estudo não um acerto de contas" (Rio de Janeiro, DP&A,2002), pois lendo este livro compreendi que quando falamos em desenvolver competências em nossos alunos, queremos abordar aí, três aspectos importantes que são:
1º)Uma capacidade do sujeito, ou seja, quando ele "é capaz de".
2º)Ligação ao verbo MOBILIZAR, significando movimentar com força interior(não transferir de um lado para o outro).
3º)Ligação com a palavra RECURSOS, que além dos recursos da cognição (conhecimento intelectual) necessita recursos do domínio emocional.
Ou seja, quando falamos em competências, não podemos associá-la à uma forma "certinha", tradicional de impôr a aprendizagem e sim falamos de alguém que elabora situações que levem o aluno à manifestar suas competências e a construir seu conhecimento.
E foi refletindo à respeito deste desenvolvimento de competências que, novamente, voltei à questão da avaliação. Para um ensino voltado ao desenvolvimento de competências, a avaliação torna-se "...um momento privilegiado de estudo e não um acerto de contas"(Prova, um momento privilegiado de estudo, não um acerto de contas- Rio de Janeiro, ed. DP&A, 2002). Afinal queremos ser competentes ou passar a vida inteira no limite entre a mediocridade e a incompetência escolar?

domingo, 25 de outubro de 2009

Antes X Depois!

Na aula presencial do dia 21/10 escutei um colega dizendo o quanto estava maravilhado com as mudanças em sua prática pedagógica. Enquanto eu o escutava, parecia que estava me ouvindo falar!
Também notei as mudanças depois, nada muito brusco na hora,mas a longo prazo.
De repente,na mesma aula escuto um outro colega comentando que então o que o colega havia feito em quase 30 anos em sala de aula? Antes de "mudar" ele nunca havia ensinado? Então o que fizera?
Pensei à respeito das duas situações! Realmente a minha prática docente está mais decente, mudou o meu jeito de trabalhar, a minha visão, o meu conceito de aprendizagem, passei a respeitar e trabalhar com os conhecimentos prévios das crianças, utilizo Projetos de aprendizagem na minha turma. Sinto-me mais viva como profissional. E então, apesar de não ter 30 anos em sala de aula, percebi que antes eu havia ensinado sim, mas a qualidade, a maneira como isto acontecia era só unilateral. Eu ensinava, eu transmitia, eu, eu, eu, eu...Não os alunos, não o conhecimento construído, não à existência do conhecimento prévio!
Então colega, respondo-lhe: ensinamos sim, não quero rejeitar o passado, mas utilizá-lo para modificar o presente e o futuro. Se podemos modificar o presente para melhor, por que ficar questionando a validade do que já fizemos? Ensinamos sim, colega! Houve aprendizagem sim,mas com certeza agora ela é de muita qualidade!
Ela é fundamentada na parceria: participação construtiva do aluno no processo de aprendizagem e a necessidade de intervenção do professor para a aprendizagem. Somos mais de um para montar este quebra cabeças!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dificuldades de aprendizagem.

Estive lendo e pesquisando sobre dificuldades de aprendizagem e uma frase do fonoaudiólogo Jaime Luiz Zorzi, doutor em Educação, chamou minha atenção, ela diz o seguinte: "Se os índices de fracasso escolar brasileiros na tentativa de alfabetização se devessem à distúrbios de alunos, poderíamos crer numa epidemia."
O mesmo doutor afirma que a Organização Mundial da Saúde tem estimativas que entre 10 e 15% do total de crianças com problemas de aprendizagem apresentam distúrbios orgânicos (incluindo deficiência mental, auditiva, motora, visual e múltiplas, além de casos como a dislexia). sendo que o índice de fracasso escolar atinge 40% ou mais. Nestas situações não estão computados os estudantes que passam de ano sem ter aprendido corretamente.
Fiquei questionando-me ao que deve-se esta discrepância nos dados e concluí que muitas vezes falta ajuste entre o método utilizado pelo professor e as características do aluno.
Vemos constantemente "diagnósticos" de transtornos de déficit de atenção quando na realidade, o comportamento desatento está ligado ao que as escolas e professores oferecem em termos de ensino. Não existe, muitas vezes, o trabalho feito com a realidade trazida pelo aluno.
E voltamos, aí, a um ponto muito forte e preocupante: a avaliação.
O que vemos é a avaliação onde as crianças são avaliadas pelo ponto fraco e não pelo forte. . Como tudo o resto somos avaliados pelo que não fazemos, ou não temos, ou não somos.
Pedro Demo (Avaliação Qualitativa-ed.rev.-Campinas,S.P.-Autores Associados, 2002) coloca muito bem, quando nos diz que: "Refletir é também avaliar e avaliar é também planejar, estabelecer objetivos etc."
Quem sabe o que nos falta é olhar diferenciadamente para cada aluno? É possível. Basta querermos, só precisamos ajustar o método às características dos alunos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Agradecimento à Piaget!!!

Em um comentário feito numa postagem anterior, a professora Beatriz colocou como era interessante o quanto a mudança causava desconforto e cita, sabiamente, Piaget, dizendo:"Para mudarmos, precisamos nos desacomodar e isto significa sair da zona de conforto."
Confesso que voltei lá muitas vezes e fiquei com a citação de Piaget na cabeça e ao olhar determinadas situações ela logo aparecia, como um grande aviso em neon, piscando à minha frente.
Às vezes por motivos que não são nem justificativas, a vontade de acomodar-se e deixar tudo como era, volta. Realmente professora, tudo era muito mais confortável, tudo era muito arrumadinho. A "engrenagem" funcionava em uma única direção, encaixada em outras que giravam perfeitamente. Meu mundo era arrumadinho!!!
Que bela bagunça eu acabei fazendo!!!
Saí da "zona de conforto", gerei alguns desconfortos por conta disto e descobri que este caminho não tem volta, porque é repleto de comprometimento.
E uma vez descoberto não tem como desistir!
Piaget tinha razão!!!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Escola formadora!

Estava analisando as construções que temos feito sobre concepções ingênuas e conhecimentos prévios e refletindo cheguei à conclusão que através da nossa mudança de visão, de conceitos, de fazer pedagógico, inicia também a mudança em nossas escolas.
A educação tradicional, onde os professores tinham as respostas prontas, para o perfil apresentado e estático dos alunos, está dando lugar (não de forma ampla) à necessidade de formação diferenciada em função de saber que as exigências de formação dos alunos são outras, mais complexas.
Devido à esta transformação veloz , proporcionada pelo conhecimento e a acessibilidade à um mundo em processo de transformação rápido e diversificado, torna-se difícil o professor estar suficientemente qualificado.
Daí a necessidade das escolas mudarem e passarem a serem centros de formação, não só dos alunos como também dos professores, onde cada vivência e a experiência pode construir, em cooperação, uma reflexão coerente que nos leve à respostas produtivas.
Por estes motivos, acredito que o início está na nossa mudança, na aceitação de que nossos alunos chegam com suas concepções ingênuas e conhecimentos prévios e à nós cabe a desestabilização para construção do conhecimento.

domingo, 13 de setembro de 2009

Alfabetização e/ou letramento?

A melhor resposta à esta pergunta é: a união das duas!
Sabemos que estas duas habilidades nem sempre foram tratadas conjuntamente. Antigamente o ensino da leitura e da escrita ficava restrito à decodificação e codificação, ou seja, reconhecer a lógica do código alfabético e transformar os sons em símbolos. Com a "chegada" do letramento começou a ser considerado, também, o contexto social, cultural e político que envolve a aquisição da leitura e da escrita.
Por isto,ler e escrever é bem mais que dominar um código que organiza a língua.
Estive pensando a respeito e cheguei à conclusão que através da leitura conhece-se todos os "mundos" e através da escrita pode-se inventá-los, reescrevê-los, redimensioná-los.

domingo, 6 de setembro de 2009

Estou transgredindo!

Calma!Não virei contraventora!!!
Mas com certeza estou atravessando uma fase de discordar do que vejo e tentar mudar o que tenho.
Sinto-me atravessando uma ponte. Deixando o antigo, o "perfeito" e o "arrumadinho" e indo em direção ao que de novo (nem tão novo) me espera.
Sentia-me incomodada com a profissional que era e ao mesmo tempo com medo de mudar, pois todo processo de mudança é doloroso e até penoso.
Fui pega de surpresa e não notei à princípio, as mudanças irem se instalando. Aquilo que parecia ser um teste, no início do ano, foi transformando minha maneira de ensinar. Trabalhar com Projetos, da maneira como estava aprendendo na UFRGS, foi o primeiro passo. Como já postei sobre isto, não vou me deter nesta parte. (http://carlatruda.blogspot.com/2009_03_01_archive.html)
A partir dali, comecei a ver que trabalhar desta maneira exige uma série de outras mudanças. Ao participar da recuperação de Seminário Integrador VI, lemos o texto: "Por que avaliar? Alguns comos, para se chegar aos porquês" e a questão da avaliação quantitativa e qualitativa passou a povoar muito meus pensamentos. Passei a ler e pesquisar a respeito. quanto mais lia mais ficava incomodada!!!
Nossa realidade, apesar de já ter mudado alguma coisa, precisa chegar ao ponto de a avaliação ser única, individual, visando a melhoria, a verdadeira aprendizagem e levando em conta a realidade do nosso aluno.
Acredito que toda esta "incomodação" que sinto me fez buscar, refletir, ler e mudar minha atuação.
Não consigo que minhas propostas sejam utilizadas em outras séries ou anos, há uma grande resistência por parte das colegas, mas decidi que isto não me impediria de mudar dentro da minha sala de aula, com meus alunos e suas famílias.
O resultado? Minha turma tem a menor incidência de faltas em toda escola, resgate da família para trabalhar junto à professora, aprendizagem maior, diversificação e flexibilização dos conteúdos, interdisciplinariedade , a alegria em aprender e finalmente e no meu entender não menos importante, o desenvolvimento da autonomia.
Concluo, afirmando que acredito ter atravessado uma pequena parte da ponte, mas mesmo pequena, ver o restante do trajeto à percorrer me dá mais vontade de ler, buscar, descobrir e me atualizar. Pequenos gestos, passos minúsculos, mas que vão alterar minha trajetória final.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Parar de dar aula!!!

Não, isto não é um manifesto à favor de GREVE!!! Mas estive refletindo sobre aprendizagem e mesmo sem querer, acabei fazendo um paralelo entre o modelo de educação escolar mais antigo e o que procura-se aplicar atualmente.
Antes, tudo era muito "arrumadinho", tinha-se a ideia de que o mundo estava pronto e de que nele residia todo conhecimento. Ou seja, o professor ensinava algo inquestionável e o aluno aprendia e reproduzia exatamente como havia aprendido. E todos foram felizes para sempre!
O que aconteceu a seguir?Pânico com a chegada da concepção construtivista.
Acredito que o professor tenha-se questionado muito sobre: Como deixar de ser um bom professor por que sabe o conteúdo e passar a ser um bom professor por que sabe mediar a aprendizagem? Passar, de repente, a conjugar na prática, o verbo interagir...
Por isto volto agora, ao título! RONCA (1996) faz o questionamento perfeito, sobre isto: "Se o papel do professor é dar aulas, enquanto ele dá sua aula, o aluno faz o quê?"
Tenho a impressão que quando utilizamos a expressão "dar aula" estamos nos reportando àquele "mundo arrumadinho" de antes, pois não temos nenhuma aula a dar e sim construir junto com o aluno.
São dois os protagonistas deste espetáculo chamado aprendizagem: o professor e o aluno, onde a aprendizagem ocorre como fruto de esforços em busca de uma solução que nos satisfaça.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Altas habilidades!!!

Como educadores, acredito que temos que buscar constantemente lançar um olhar diferenciado, um olhar crítico sobre o nosso fazer pedagógico e sobre a individualidade do nosso aluno.
Procuramos sempre encontrar as dificuldades de nossos alunos e deixamos muitas vezes passar suas reais potencialidades.
Foi assim que comecei a perceber o desenvolvimento de um aluno...maravilhoso!!!Não por ser tranquilo e ótimo aluno, mas por quê exigia e exige mais de mim, sempre mais!
Nas aulas de matemática, seu raciocínio vai além do que é proposto...Se existem duas propostas de atividades, ele realiza, tranquilamente, mais três ou quatro.
Está constantemente me desafiando a buscar mais, pois tem uma sede de aprender impressionante!
Quando estudamos Manet e Murillo, aprofundou-se buscando seus estilos e histórias(sem que fosse pedido).
Fui pesquisar e descobri que o MEC fez uma listagem descrevendo atitudes mais frequentes em pessoas que têm altas habilidades. BINGO!!!Ele tem a maioria dessas características!!!
Busquei qual o caminho a ser feito para confirmar ou não o que desconfio, já o encaminhei para a Secretaria de Educação, que vai testá-lo e confirmar ou não minha suposição...
E eu? Aprendi muito com tudo isto! O olhar para o diferente deve ser para todos os lados. A inclusão também passa por não esquecer daqueles que já têm a bagagem, mas precisam de uma ajuda para carregá-la!!!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Bom humor como receita!!!

Tenho analisado a realidade escolar e acredito que exitem duas línguas diferentes, sendo faladas na escola: a do professor e a do aluno. Não estou a procura de culpados, nem de vítimas. Para Bernard Charlot, professor de Ciências da Educação da Universidade de Paris 8, esta diferença há porque para os alunos há uma lógica no ato de estudar e para os professores há outra. Em suas pesquisas, descobriu que a maioria dos estudantes gosta de ir à escola para comer, namorar e brincar. Para eles, os estudos, trabalhos e as pesquisas, existem para atender apenas aos interesses da escola. Ou seja, professores pensam que ensinam e alunos pensam que estudam.
Esta maneira acaba levando aos conflitos, pois o professor explica várias vezes, sem obter sucesso, considerando o aluno incapaz e este por sua vez, acredita que o professor não sabe ensinar.
O que nos falta, enquanto professores?
Na verdade é preciso ter muito jogo de cintura. O professor espera encontrar em sala de aula seu "clone": alguém crítico, reflexivo e dedicado, com o acréscimo da obediência.
O que gera uma contradição: como ser ao mesmo tempo crítico, inquieto com a realidade e obediente?
Para melhorar isto, é preciso que o professor se relacione com o aluno, que não o trate como um anônimo, ou um número de chamada. Para haver este relacionamento, o melhor remédio seria acrescentar o humor e assim enfrentar as contradições do Universo da Educação.