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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Perrenoud...

A professora Íris disponibilizou-nos um texto escrito por ela, mas onde cita Perrenoud, que nos coloca a necessidade de escutar a criança, a liberação da palavra, o desenvolvimento da capacidade de expressão e ao mesmo tempo a capacidade do professor em manter a ordem, a segurança, o silêncio e a disciplina, além de autorizar somente atividades ligadas ao plano de estudos da aula, proibidos de saírem sem autorização e sem precauções.
Como lidar com esta ambiguidade? Com este ser e este ter que fazer?
De um lado nós, os professores, responsáveis por mediar a aprendizagem e conduzir os alunos pelo gostar, pelo querer estar na escola e por outro, seguir os conteúdos, manter a ordem e a disciplina, enfrentar os colegas que não mudam suas concepções, estão acomodados e não querem assumir alunos vindos de "tanta permissividade".
Durante muito tempo nos sentimos culpados e fomos culpados...pela sociedade, pelos órgãos governamentais, pelos colegas, por nós mesmos, mas por que? Porquê ficarmos nos culpando ou procurando um culpado é mais fácil do que arregaçar as mangas e mãos à obra. Porque esperamos que tudo mude de uma hora para outra...que o nosso "novo eu" nasça com toda força e o "nosso velho eu" morra de vez...doce engano!!!
Isto é o que a professora Íris nos coloca neste texto, que devemos agregar, integrar o passado com as novas perspectivas, analisando nossas resistências, realizando paradoxos, identificando bloqueios e contradições que não podem ser superados negando-os, para assim, aceitar a imensa dificuldade da tarefa e mudar nossa relação com a mudança.
E viva Perrenoud!!!Soube tão bem colocar em palavras o que todos gostaríamos de ouvir...


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Avaliação: hora de mudanças verdadeiras!


Estive lendo um artigo na Revista Nova Escola(edição especial-01/2009), que nos coloca a necessidade da avaliação orientar a aprendizagem.
Fala-nos que, durante muito tempo a avaliação foi usada como instrumento para classificar e rotular os alunos entre os bons, os que dão trabalho e os que não têm jeito!
Discordo! Não acredito que a avaliação "tenha sido usada"...sabemos que ainda hoje, professores utilizam-se da avaliação para punir alunos, para amedrontá-los.
O aluno que "não tem jeito" dificilmente sair-se-à bem em uma avaliação quantitativa, pois o professor utilizará este mecanismo para comprovar que o aluno é o problema! E quem garante que o problema real não está na outra ponta da cadeia educacional, nas mãos do professor?
Conteúdos desenvolvidos da maneira tradicional, falta de empenho na aprendizagem, descaso, agressões verbais, falta de materiais e, principalmente, o abandono causado pelo rótulo...Alguns professores chamam os alunos que têm comportamento difícil, de marginais, "trombadinhas" e até BANDIDOS!!! Muitas vezes só o que precisam é serem vistos, serem compreendidos, serem amados...estão se sentindo amedrontados...não aprendem e são vistos como "burros" e talvez não aprendam não por sua própria culpa!!!
Onde está a análise ou o conhecimento da realidade de vida do aluno?
Para acabar com isto, existe a proposta (que não é recente)de uma avaliação reorientada para uma aprendizagem melhor e com isto proporcionar um acréscimo ao sistema de ensino.
Nesta maneira de avaliar, dois são os protagonistas: professor e aluno...e para que melhore o sistema educacional precisa haver uma relação de parceria entre os dois, onde o professor observa, anota, replaneja, envolve todos os alunos nas atividades e faz uma avaliação precisa e abrangente e com seus resultados atende aos quatro públicos interessados: aluno, pais, professores e equipe docente (a quem cabe a continuidade do percurso escolar de todos os estudantes).
Termino citando Cipriano Carlos Luckesi, professor de pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia, que diz: " Seja pontual ou contínua, a avaliação só faz sentido quando leva ao desenvolvimento do educando"...ou seja, só se deve avaliar aquilo que foi ensinado!