Mostrando postagens com marcador Filosofia da Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia da Educação. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de junho de 2009

Decadência da alfabetização!

Muito se discute sobre a obrigatoriedade ou não em alfabetizar o aluno no 1º ano (ensino fundamental com 9 anos).Foi lendo e refletindo à respeito que cheguei a formar minha opinião.
Analisei dois ambientes diferentes em uma mesma situação, ou seja, duas turmas de 1º anos. Uma em escola pública outra em escola particular.
Começo pela realidade alcançada ao final do ano letivo de cada ano: na escola particular 100% de êxito, na alfabetização em duas (2) turmas. Na escola pública 50% de êxito nas três (3) turmas.
Cada argumento encontrado, um contra-argumento apresentado!
Para começar,coloca-se a desorganização familiar como motivo para o fracasso na alfabetização, pois as separações, as constantes trocas de parceiros e parceiras, as mudanças de endereço, prejudicam a frequência e quando não a prejudicam, pois o aluno não falta, ele vai mas não leva o material , alguém (que ele não sabe quem ) ficou responsável pela organização e não houve esta organização.
Mas este é um argumento da escola pública, embora a contra-argumentação ofereça que estas mesmas situações aconteçam com as famílias das escolas particulares. Portanto, situações comuns à ambas escolas.
Outro argumento seria a desnutrição. Aluno com fome não aprende. Certo? Então como explica-se o aumento de anorexia e bulemia nas séries iniciais das escolas particulares? Fruto de uma cultura em torno do "corpo perfeito". A falta ou diminuição na aprendizagem não é um dos sintomas da doença e sim o aparecimento evidente da desnutrição, entre outros. Ambientes diferentes, situações diferentes, causas diferentes, mesma desnutrição...resultados diferentes!
Violência familiar seria outro argumento. Mas sabemos que ela permeia todos os níveis. E o que é pior: nas famílias das "ditas" classes mais altas ela é muito mais "facilmente" escondida ou camuflada.
Crianças são crianças em qualquer lugar...estão à espera...algum trabalho precisa ser feito!!!Alguém precisa querer trabalhar!!!
Muito teria a comentar, como metodologia, formação, acomodação, salários, questões raciais, inclusões, mas por mis que existam um abismo de diferenças, afirmo acreditar que a vontade, o conhecimento, a busca, a paciência, o amor e a desacomodação podem mudar este quadro de decadência da alfabetização!!!

Desacomodação X incomodação!

Tenho observado situações ao meu redor, com as crianças em aula, com minha família, com quem conheço...O que somos? No que nos transformamos? Não estou com crise existencialista e nem de identidade! Mas vejo falta de paciência por todos os lados!!!
Nós adultos, costumamos querer que as crianças pensem e ajam como nós...e ai delas se não o fizerem!!! Posso testemunhar que vi algumas "casas caírem"!
Quem nos conferiu o título de "donos da verdade absoluta"? O que nos dá este direito?
Por que uma criança está errada ao querer rir em aula? Qual o crime em ser feliz? Por que ela não tem o direito de não querer realizar uma tarefa que não lhe chamou a atenção?
Por que? Porquê são desafios que elas nos lançam! E quem de nós gosta de ser desafiado? Desafios geram desacomodação e se não gerarem desacomodação e por conseguinte, buscas, geram incomodação! Como nos incomoda, por vezes, o olhar questionador de uma criança!!! Como a sua ânsia de descobrir e viver nos perturba...
Tenho observado que o fato de sermos adultos nos confere o "grau" de doutores em comportamento! Pelo menos no comportamento dos outros!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Argumentos...


Tenho refletido muito sobre os argumentos! Sim, claro!!! Semestre de conhecimento, aprofundamento, utilização e desenvolvimentos de argumentos!
Lemos, discutimos, vimos, refletimos, argumentamos e até contra-argumentamos!
E foi durante este período que lembrei da infância, da minha infância!
Época em que a nossa argumentação é riquíssima. Talvez não em profundidade, mas justamente na simplicidade, relatamos tudo, argumentamos com o coração.
Não precisamos, na infância, ler a defesa de Sócrates para explicar e argumentar com nossos pais por que a boneca desejada nos é vital! E podemos conferir...ela é!!!E o ardor que usamos nesta argumentação, mesmo que hilário em certos momentos, convence da real importância daquele brinquedo.
O mais bonito é que a criança, em sua inocência, nem sabe o que é uma argumentação, mas defende com paixão suas idéias e isto faz com que nenhuma contra-argumentação a demova de seu objetivo final.
Termino com um questionamento feito a mim mesma: em que etapa da vida perdemos esta paixão em defender o que cremos? Por que perdemos?