Mostrando postagens com marcador EPNE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EPNE. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de junho de 2009

Múltiplas linguagens!

Achei interessante um artigo publicado na Revista Nova Escola de dezembro de 2007, onde fala da inclusão de alunos indígenas surdos.
Fala da realidade que conhecemos onde muitas vezes o aluno fica fazendo número, sem aprender, até que seu problema é diagnosticado.
Como em qualquer outra população, a primeira dififculdade encontrada é na própria família, onde os deficientes são encarados como um impedimento à sobrevivência de um povo, o que acarreta um trabalho imenso à equipe pedagógica ter que convencer os pais à permitir o convívio com outras pessoas da comunidade.
No passado, era comum que ao detectar em uma criança indígena qualquer diferença do restante do grupo, ela fosse abandonada ou até morta. Ainda hoje, em muitos casos, ela é retirada do convívio social e não estuda.
Depois desta barreira, vem a garantia da aprendizagem ao incluir o aluno, uma vez que os surdos da comunidade tinham alguns sinais compartilhados, necessitando levar os professores à conhecerem o gestual para melhorar a comunicação e levarem os surdos à aprendizagem.
Durante todo artigo, uma certeza foi crescendo dentro de mim: toda inclusão precisa nascer de uma vontade...vontade muito grande de que o aluno aprenda, seja feliz e sinta-se incluído não só na escola, como na sociedade.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Necessidades especiais...quem ensina quem???

Tenho observado a menina portadora de Necessidades Especiais que é minha aluna!
Cada dia tem sido uma aprendizagem...mas para mim!
Nunca (e quando falo desta maneira, não estou sendo exagerada) está triste, sem vontade ou brava.
Apresenta sempre boa vontade para tudo que é proposto, nunca coloca seus limites (visíveis) como desculpa ou motivo para não fazer algo, muito pelo contrário, é a primeira à oferecer-se.
Vive feliz! Não por que vive sorrindo e sim por que adora estudar e ir à escola aprender, como faz todos os dias. quando questionada sobre sua situação, diz que seu problema é motor, só. Como se fosse "só" ou algo simples.
Não se queixa das dores que certamente sente. Quando acontece, só pede para ir lavar o rosto, fazendo questão de ir sozinha, não querendo companhia e nem ajuda!
Ela diz que sou o máximo por que eu posso usar salto alto e eu digo que ela é o máximo, por que quando me olha é como se fosse lá do alto!