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sábado, 13 de junho de 2009

Desacomodação X incomodação!

Tenho observado situações ao meu redor, com as crianças em aula, com minha família, com quem conheço...O que somos? No que nos transformamos? Não estou com crise existencialista e nem de identidade! Mas vejo falta de paciência por todos os lados!!!
Nós adultos, costumamos querer que as crianças pensem e ajam como nós...e ai delas se não o fizerem!!! Posso testemunhar que vi algumas "casas caírem"!
Quem nos conferiu o título de "donos da verdade absoluta"? O que nos dá este direito?
Por que uma criança está errada ao querer rir em aula? Qual o crime em ser feliz? Por que ela não tem o direito de não querer realizar uma tarefa que não lhe chamou a atenção?
Por que? Porquê são desafios que elas nos lançam! E quem de nós gosta de ser desafiado? Desafios geram desacomodação e se não gerarem desacomodação e por conseguinte, buscas, geram incomodação! Como nos incomoda, por vezes, o olhar questionador de uma criança!!! Como a sua ânsia de descobrir e viver nos perturba...
Tenho observado que o fato de sermos adultos nos confere o "grau" de doutores em comportamento! Pelo menos no comportamento dos outros!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Construção coletiva!

Quando ouvia falar em construtivismo, confesso que ficava arrepiada! E não era de emoção! Eu havia presenciado experiências horríveis de um "pseudo-construtivismo".
Engana-se quem acredita que trabalhar de forma construtivista gera bagunça, barulho e turma alvoroçada. Só acontece este tipo de ação quando o professor de forma enganosa, acredita que trabalhar de maneira construtivista é deixar o aluno "solto", livre, aprendendo com suas atitudes, de maneira desordenada e sem a presença e intervenção do professor.
Tenho observado e, principalmente, sentido, que trabalhar de forma à construir o conhecimento exige organização, trabalho, pesquisa, dedicação, flexibilidade, adequação, criatividade (imensa), idealização (seber onde se quer chegar), integração, vontadde, estudo e principalmente, amor, aliado ao conhecimento adquirido, pois eles nos libertam dos tabus.
Durante o estudo sobre epistemologia genética aprendi que esta "pseudo-aprendizagem", onde impera a bagunça, é aquela pregada pelo Apriorismo, onde quaisquer ações são suficientes para que o conhecimento aconteça e neste embalo, houve uma confusão grande entre o que realmente é o construtivismo e a bagunça generalizada que se instaurou nas salas de aula.
Não posso deixar de frisar, aqui, que minha turma faz barulho e é alvoroçada, mas o barulho é das discussões dos grupos em plena atividade e a turma é alvoroçada para aprender cada vez mais, para descobrir, para organizar o que aprendemos e para aprender o que organizamos.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Projetos...final!


























Nosso projeto de frutas foi evoluindo! Foi acontecendo!
Confirmamos algumas certezas, como por exemplo: frutas fazem bem à saúde e na salada de frutas comemos mais facilmente frutas que não comemos puras!
Vi meus alunos assumirem e decidirem regras em seus grupos para um melhor andamento do trabalho! Vi o empenho em pesquisar, relatar e escrever! Mas principalmente, vi a felicidade em aprender.
Fomos respondendo nossas dúvidas, sem que eu detivesse todas as respostas em minhas mãos.Vi-os organizarem-se, relatarem e escreverem!
Trabalhamos com este projeto, a interdisciplinariedade, utilizamos os conhecimentos que cada um trouxe consigo, nos divertimos pesquisando, nos aproximamos mais nesta busca por respostas, quebramos alguns "tabus" construindo o nosso conhecimento e brincando.
Segue junto à postagem algumas fotos dos trabalhos que fizemos neste projeto, tais como:
*Árvore com frutas em comemoração ao aniversário da cidade de Porto Alegre, feita depois da leitura do livro: Memórias de uma árvore nascida em Porto Alegre (Íria Müller Poças).
*Confecção de frutas de massinhas de modelar.
*Releitura das obras de pintores famosos como Manet e Murillo, que pintaram quadros com frutas.
*Confecção criação e apresentação de teatro de fantoches, utilizando frutas como personagens.
Estou vendo o quanto eles florescem e me sinto florescendo junto! Entendo o processo de aprendizagem pelo qual eles estão passando, pois estou passando pelo mesmo processo, enquanto aluna.